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Felicidade No Trabalho: A Surpreendente Verdade Por Trás Desse Grande Mito

Felicidade

24/06/2016 - 5:32 | Publicado há 8 anos atrás

Você é feliz no seu trabalho?

Pode ser que você não esteja trabalhando atualmente e ache este assunto menos importante. Mas também pode ser que você esteja desempregado justamente por isso. Com certeza, conhecer mais sobre a felicidade no ambiente profissional pode te ajudar a sustentar uma boa conversa em uma oportunidade para networking. No mínimo!

É fato conhecido da ciência que situações de estresse dificultam nossa percepção da realidade. Então, se você está desempregado, tenderá a se lembrar com menos rigor do que lhe incomodava no seu último emprego. E mesmo que esteja trabalhando, tenderá a ser mais tolerante, quando se comparar com amigos, colegas ou até pessoas de sua família que estejam há semanas procurando emprego, sem sucesso.

Por outro lado, também é sabido que a infelicidade mata, a depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho e a ansiedade é uma das maiores inimigas de quem vai fazer uma entrevista de emprego.

Neste artigo você vai mergulhar nos temas trabalho e felicidade, que convivem, se confrontam, inspiram, exasperam, enfim, fazem parte da vida de todos os humanos. E que, somente por isso, são de seu interesse direto.

 

PERGUNTINHA DESPRETENSIOSA

PERGUNTINHA DESPRETENSIOSA

Eu já era um executivo de sucesso, perto dos 40 anos, quando, um belo dia, uma das gerentes da equipe que eu comandava entrou na minha sala e perguntou se eu era feliz.

– É claro que sou feliz! Tenho uma carreira bem-sucedida, formação sólida, trabalho em uma multinacional brasileira, sou respeitado nos meus círculos profissionais, tenho filhos maravilhosos e um casamento estável. Eu só podia ser feliz!

Será???

O fato é que aquela pergunta não me saia mais da cabeça. Poucos meses depois, decidi jogar tudo para o alto e pedir demissão. Finalmente, eu iria montar o meu próprio negócio.

A experiência como empresário me trouxe um aprendizado riquíssimo. Inclusive o fato de que nunca passei tanto tempo ganhando tão pouco dinheiro. Mas, verdade seja dita, foi uma época de muita felicidade. Quando a realidade bateu à minha porta, 3 anos depois, voltei ao mundo corporativo. Mas não sem antes traçar um plano de longo prazo. Eu voltaria a empreender.

O primeiro esboço da minha empresa atual ainda existe em meus arquivos. E data de 2002. É claro que ganhou novas versões. Foi-se aperfeiçoando. Nasceu e renasceu diversas vezes. Mas persistiu em minha mente e, permitam-me, na minha vontade.

Uma das providências para que planos fossem mais do que sonhos foi a criação da página Carreira e Felicidade no Facebook. Se você não a conhece, não perca a chance de visitá-la: https://www.facebook.com/carreiraefelicidade

Ao longo de quase 20 anos como executivo de RH, acompanhei a carreira de muita gente. Vi ótimos profissionais tomarem decisões sábias, mas também lamentei grandes equívocos. É claro que tentei contribuir para o sucesso dessas pessoas, na medida das minhas possibilidades. Mas o fato é que decisões sobre carreira só podem ser tomadas por uma única pessoa: – você sabe quem.

É por essa razão que deixarei o restante da minha história para uma outra vez. Este artigo não é sobre mim. Pelo contrário, é principalmente sobre e para você. Continue lendo até o final, e saiba mais:

• Por que se fala tanto em felicidade no trabalho?

• Existe uma ditadura da felicidade?

• Estatísticas sobre a felicidade no trabalho

• Mas, afinal, o que é felicidade?

• Bom mesmo seria não precisar trabalhar… Será?

• 10 dicas para ser feliz na vida profissional, apesar do que acontece à sua volta

Ao final deste artigo, colocamos uma surpresa para você aproveitar todo o conteúdo que vai ler. Esperamos que essa leitura e nossa oferta lhe proporcionem uma visão revigorada de sua situação atual.

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SE O TRABALHO É UM CASTIGO DIVINO, PORQUE SE FALA TANTO EM FELICIDADE NELE?

Adam and Eve, Sistine Chapel
Imagem: “A queda e a expulsão de Adão e Eva” como representado na Capela Sistina, de Michelangelo.
Fonte: Wikimedia Commons
Autor: Sebastian Bergmann from Siegburg, Germany

 

“Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e em pó te hás de tornar.
Gn 3:17-19

Apenas como registro de se tratar de um tema muito antigo e sem pretender nenhum debate religioso, citamos a curiosidade de que, logo no seu princípio, a Bíblia cristã fala da necessidade de buscar no trabalho a satisfação das necessidades mais básicas do homem.

E como é que os não crentes na criação do mundo por um Deus Todo-Poderoso explicam a origem do trabalho? Eu não sei a resposta. Mas, certa vez, imaginando como seria um dia na vida dos homens das cavernas, criei um texto que começa assim:

“O homem acorda com fome. (…)

O que interessa aqui é a constatação de que, seja qual for sua opinião em relação à origem da humanidade, a imensa maioria das pessoas depende do trabalho para sobreviver. Ou, no mínimo, para viver com a dignidade adequada aos nossos tempos. Então, pra começo de conversa, este tema precisa ser tratado com o pragmatismo e a realidade necessários.

Nada contra a visão romantizada de quem acredita que dá pra fazer só o que gosta. Mas os dados mostram que há muito trabalho ruim por aí. Há patrões exploradores, chefes incompetentes e clima organizacional insatisfatório.

Sem entrar em muitos detalhes – pois escreveremos um artigo só sobre isso – a organização do trabalho tal como a conhecemos hoje, teve origem na Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, no século XVIII. Com o fim da Idade Média, o êxodo rural trouxe para as cidades multidões de antigos camponeses, em busca de abrigo e sustento. A civilização encontrou função para eles nas nascentes tecelagens inglesas.

Mais ou menos na mesma época, nascia um modelo de sistema educacional que subsiste até hoje. Era tudo o que se precisava. Um fornecimento contínuo de mão de obra escolarizada para o trabalho em fábricas cada vez maiores e negócios cada vez mais complexos.

O aperfeiçoamento da gestão das empresas e os avanços tecnológicos, garantiram um relativo equilíbrio por quase dois séculos. Gerações e gerações de famílias de operários sonhavam com a ascensão social prometida pela escolarização cada vez mais sofisticada.

A promessa foi parcialmente cumprida. Nos países desenvolvidos, uma classe média majoritária garante a perpetuidade do arranjo, enquanto proporciona poder de compra para o crescimento das grandes corporações.

Observe, no gráfico abaixo, que a riqueza criada por algumas super empresas ultrapassa o PIB de 90% das nações.

Então, estava tudo certo? As pessoas tinham emprego, mandavam seus filhos para a escola, e eles encontrariam emprego nas grandes companhias. Finalmente, todos seriam felizes para sempre.

Não é bem assim.

Na década de 40, um tal de Abraham Maslow, psicólogo americano, expôs ao mundo a sua Hierarquia das Necessidades – também conhecida por Pirâmide de Maslow

Pirâmide de Maslow

Adriel Silva Aguiar – ASAgui art e design
https://www.facebook.com/asaguiartedesign
www.twitter.com/ASAguiart
www.pinterest.com/ASAguiart

Em resumo, vencidas a tirania da Idade Média, as dores do nascimento da civilização (tal como a conhecemos), fomes, guerras, etc, o danado do ser humano ainda queria auto-realização.

 

A DITADURA DA FELICIDADE

Em julho de 2015, a revista Harvard Business Review publicou um artigo dos pesquisadores europeus André Spicer e Carl Cederström que resume uma reação do mundo acadêmico ao que parece ser uma obrigação de sermos todos felizes e bem-sucedidos.

Você já deve ter lido vários artigos com regras e competências que o bom profissional deveria ter. Começando pela forma adequada de se vestir, o chamado dress code, e passando por milhares de páginas que descrevem o chefe perfeito, jornalistas e especialistas em carreira procuram pelas famosas “melhores práticas” em tudo o que diz respeito a uma carreira de sucesso. E a felicidade no trabalho é um dos temas mais visitados. Parece que, se não for feliz, tem algo errado com você. E você não merece ser bem avaliado ou promovido.

Mas os cientistas garantem que não existem evidências científicas robustas de que exista uma relação de causa e efeito entre a felicidade no trabalho e o aumento da produtividade. Em alguns casos, a relação comprovada é a inversa. Pessoas bem-humoradas demonstraram maior dificuldade em encontrar fraudes. E negociadores zangados durante uma negociação costumam fechar melhores negócios do que seus interlocutores felizes.

Funcionários felizes atendem melhor aos clientes. Mas, a obrigatoriedade de parecer felizes, para então atendê-los melhor é uma fonte diagnosticada de estresse. Também é fato que a genuína preocupação em ter funcionários felizes melhora os índices de retenção na empresa. Mas torna a relação do funcionário com a empresa mais carregada de emoção. O que pode ser complicado, por exemplo, na hora de uma demissão.

Tudo isso me leva a lembrar do pedido do fotógrafo: – Diga “xis”! É claro que todos queremos “sair bem na foto”. Mas, já observou, como alguns sorrisos parecem mais forçados que outros? Em 1862, o cientista francês Guillaume Duchenne descreveu a fisiologia do “sorriso verdadeiro”, e o batizou de sorriso de Duchenne. Veja link para artigo interessante da Universidade Federal de Campina Grande – http://www.limann.com.br/2015/12/a-neurologia-do-sorriso.html

Estou convencido de que existe, sim, um interesse acentuado em debater a felicidade no mundo moderno. E não me incomoda chamar isso de ditadura da felicidade. Porém, a única discussão que realmente importa é aquela travada entre você e as suas emoções, suas atitudes e sua vida.

Em alguns momentos na vida profissional, fará sentido e será uma atitude inteligente dizer “xis” para parecer feliz. Mas não é este o caminho que este blog pretende lhe oferecer. Pelo contrário, se fosse possível estabelecer a medida certa da felicidade, mental e neurologicamente comprovada, uma espécie de “felicidade de Duchenne” ou “felicidade verdadeira”, é isso o que desejamos a você.

 

FELICIDADE NO TRABALHO – O QUE DIZ A CIÊNCIA

A ampla divulgação alcançada pelo tema da felicidade no universo profissional ilustra bem o interesse pelo assunto. Mas foi somente nas últimas décadas que uma explosão de pesquisas científicas trouxe algumas certezas sobre este tema.

Seria impossível reproduzir aqui todo o conhecimento acumulado pelas pesquisas. No entanto, para oferecer uma pequena amostra, criamos um infográfico que vai ajudar você a entender melhor o que se sabe atualmente sobre felicidade no trabalho:

Felicidade no trabalho

 

MAS, AFINAL, O QUE É FELICIDADE?

A felicidade é objeto da investigação humana desde Aristóteles, há 2.500 anos. Colocar em palavras o que é esse sentimento, porém, é um desafio desde então.

No mundo de hoje, filósofos, neurocientistas e psicólogos se dedicam a milhares de experimentos, no que se tornou um novo campo de pesquisa: a hedônica – o estudo científico da felicidade. Dessa enorme força de trabalho, surgiu o que parece ser um consenso em torno de uma fórmula que explica bem do que é composta essa tal felicidade. Esta fórmula é:

 

O psicólogo americano Martin Seligman é considerado um dos pais da chamada Psicologia Positiva, ponto de partida para muitos dos estudos apresentados neste artigo. No seu livro Felicidade Autêntica, publicado no Brasil em 2009, pela Editora Objetiva, fornece material abundante para a compreensão da felicidade. Veja abaixo alguns trechos:

 

Sobre emoções positivas

 

Sobre fatores que não aumentam nosso nível constante de felicidade

 

Sobre Circunstâncias - fatores que podem aumentar nosso nível constante de felicidade

 

Sobre fatores de controle Voluntário que podem aumentar nosso nível constante de felicidade

 

Em relação ao futuro

 

Em relação ao presente

 

FELICIDADE MESMO É NÃO PRECISAR TRABALHAR. SERÁ?

A essa altura da leitura você já deve estar convencido dos benefícios de ser feliz. Provavelmente você não tinha todas as informações que leu até aqui, neste artigo. Mas é bem possível que esteja pensando: – “Tudo ótimo! Mas, cadê aquela fórmula secreta ou aquele passo-a-passo que garante alcançar a felicidade plena”?

Bem, caro leitor, essa informação a gente vai ficar devendo. É mais ou menos o que acontece com a ciência da reprodução. Os cientistas conseguem explicar todos os mecanismos biológicos, químicos e até emocionais envolvidos na reprodução. Mas de onde vem o tal “sopro da vida”… Isso ninguém ainda conseguiu.

Na parte final deste artigo, vamos listar 10 dicas que podem levar você a uma vida mais feliz na sua atividade profissional. Seguir todas elas exigirá esforço, disciplina e uma boa dose de mudança de atitude. Mas o prêmio final valerá a pena, você poderá ter uma vida profissional mais feliz. Pelo menos é o que dizem as estatísticas.

Mas antes de passarmos para a lista final, precisamos abordar uma ilusão que frequenta o imaginário de muita gente – a de que feliz mesmo é quem não precisa trabalhar.

Não acredito que o trabalho seja uma punição. Não é para muita gente. Existe uma frase conhecida sobre este assunto: faço o que gosto e ainda me pagam por isso.

O psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, dedicou seus estudos e batizou um fenômeno a que chamou de “flow’ (fluxo). Trata-se de um estado de gratificação que ocorre “quando o engajamento numa atividade é tão intenso que dá aquela sensação boa de estar completamente absorto, a ponto de esquecer do mundo e perder a noção do tempo”.

E como se entra no tal fluxo?

A Revista Superinteressante (Barbara Axt) publicou um artigo em 2005 que dá algumas pistas:

“Csikszentmihalyi afirma que o segredo é buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser entediante, nem tão difícil que se torne frustrante. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Claro que infelizmente nem todo mundo tem a sorte de encontrar desafios assim no trabalho. Nesse caso, um hobby pode ajudar na busca por engajamento e por momentos de fluxo – pode tanto ser uma atividade manual ou intelectual quanto um esporte.” http://super.abril.com.br/cultura/a-busca-da-felicidade

 

10 DICAS PARA SER FELIZ NA SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL, APESAR DO QUE ACONTECE À SUA VOLTA

DICAS PARA SER FELIZ NA SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL

1. Cuide do seu maior patrimônio – você mesmo – Essa dica vem em primeiro lugar por um motivo simples: é a base de tudo e condição fundamental para todo o resto. Você precisa se conhecer, cuidar da sua saúde física e emocional, respeitar os seus limites e as vitórias que te trouxeram até aqui. É comum sermos muito críticos e severos conosco. Mas o ser humano é, antes de qualquer coisa, um sobrevivente. E você venceu os obstáculos da vida porque teve recursos para isso. Cuide deles!

2. Goste do que você faz – Um outro jeito de dizer isso é faça aquilo que você gosta. É difícil estar bem fazendo algo que não se gosta, todo santo dia. É óbvio que não se trata de ignorar que a vida corporativa tem lá o seu lado chato. E que, às vezes, profissionalismo pode ser sinônimo de seguir regras com as quais você não concorda muito. Mas é antinatural imaginar que pode haver algum sucesso onde só existe desgosto.

3. Tenha uma rede social de apoio – Uma das maiores unanimidades entre os cientistas, quando o assunto é felicidade, é que os relacionamentos têm um peso importante na conquista de uma vida feliz. Ter o apoio de sua família e de seus amigos particulares é importante para sua saúde mental e afetiva. Mas para o sucesso profissional é preciso contar também com colegas de trabalho e parceiros em quem você pode confiar e a quem possa recorrer em caso de necessidade. Além do mais, passamos a maior parte do tempo em contato com colegas de trabalho. É difícil ser feliz se você não gosta das suas companhias. Isso não significa criar panelinhas no ambiente de trabalho. Elas são negativas e causam danos no clima organizacional. Mas significa olhar para o lado e sentir-se bem com o que você vê.

4. Cultive valores – O que, de verdade, é importante pra você? Muito já foi falado da importância de trabalhar em uma organização que tenha valores compatíveis com o seus. Mas como reconhecer isso se você não se dedicar a cultivar os seus próprios valores? Eles servirão de referência para você se guiar nas situações mais delicadas. Há quem diga que viver é tomar decisões. Mas como decidir sem saber exatamente o que importa?

5. Tenha um propósito na vida – Uma das grandes máximas da gestão das empresas é que se precisa de metas para saber se o resultado atingido foi bom ou não. Outro jeito de dizer isso é “qualquer direção serve para quem não sabe para onde vai”. Ter um objetivo, uma motivação, um porquê acordar cedo e ir trabalhar é outra condição necessária para alcançar a felicidade na vida profissional. O médico psiquiatra e neurologista Viktor Emil Frankl criou uma obra impressionante sobre a busca pelo homem para o sentido da vida. Seu livro O Sentido da Vida vendeu mais de 10 milhões de cópias. Uma de suas frases mais famosas é:

“Quem tem um porquê enfrenta qualquer como!”


6. Faça pazes com o passado
– Exorcize seus fantasmas. A vida profissional já é suficientemente complexa para que você ainda tenha que lidar com o que não pode ser mudado. Seja grato a quem merecer e perdoe quem lhe fez mal. Procure quem você acha que possa ter prejudicado e, dessa vez, peça você pelo seu perdão. Resolva o que puder. O que não pode ser resolvido, resolvido está. Liberte-se!

7. Desenvolva uma competência especial – Observe os profissionais de sucesso. O que todos eles têm em comum? A resposta é: uma competência especial em sua área de atuação. A palavra especial quer dizer fora do comum, própria, específica, exclusiva. Seja muito bom em alguma coisa. Não precisa ser algo grandioso ou genial. Lembra-se do conceito do flow? Uma das características das pessoas que experimentam essa sensação é que elas dominam alguma técnica ou qualificação específica a ponto de poderem reproduzi-la de modo quase inconsciente. Um talento especial lhe trará autonomia, liberdade para agir em sua área de atuação. Quem vai querer discutir com um mestre no assunto? Você terá reconhecimento e seu trabalho produzirá um significado relevante para você, sua equipe e, quem sabe, para toda a empresa.

8. Cultive uma atitude positiva – Existe um detalhe importante sobre a forma como as pessoas nos vêem e, com isso, formam sua opinião e demonstram seu reconhecimento a nosso respeito: elas não sabem o que vai na nossa alma. Isso pode parecer uma afirmação carregada de espiritualidade, mas não é. Pelo contrário, é uma constatação absolutamente prática. As pessoas só podem formar opinião a partir do que elas conhecem a seu respeito. E elas só conhecerão aquilo que for resultado de suas atitudes. Uma das maiores pragas do mundo corporativo é a postura de vitimização adotada por muitos profissionais. Você não é vítima de nada, nem de ninguém. Até pode ser que aconteçam coisas terríveis sobre as quais você não tenha nenhum controle. Mas o que você vai fazer a partir daí só depende de você. E as pesquisas científicas já demonstraram que mesmo as maiores tragédias acabam sendo assimiladas e resolvidas pela incrível capacidade de adaptação do ser humano. Cultive o otimismo e a esperança. Você já viu no texto acima que são maneiras eficazes de aumentar seu nível constante de felicidade. Para encerrar essa dica, segue uma pequena história. Você já deve conhecê-la. Mas ela é muito ilustrativa sobre a força poderosa das nossas atitudes.

“ Consta que existe uma antiga lenda Cherokee sobre uma conversa entre um velho índio e o seu neto:
– Há uma batalha interminável que acontece entre dois lobos que vivem dentro de cada um de nós. Um lobo é mau, violento, arrogante, orgulhoso, ciumento e invejoso. Carrega uma enorme culpa, um falso sentimento de superioridade e muita pena de si mesmo. O outro lobo é bom, generoso, gentil, fiel e humilde. Transmite muita serenidade, compaixão, alegria e paz.
O neto pensou por alguns instantes nessa luta e perguntou ao avô:
– E quem vence a luta, vovô?
O velho índio respondeu, matreiro:
– Aquele a quem você alimentar. “

9. Concentre-se nos seus pontos fortes – Quais são os seus? O que é que você faz tão bem que as pessoas te procuram por causa disso? Todos nós temos pontos fortes. No entanto, a maioria de nós não é treinada para perceber isso. Nossos pais e familiares, com a melhor das intenções, passaram toda a nossa infância tentando corrigir nossos defeitos e chamando nossa atenção para nossas fragilidades. Em todo o período escolar, professores e avaliações serviam principalmente para apontar nossos erros. Isso foi importante e nos ajudou a formar uma postura civilizada e socialmente responsável. Mas, quem é que enxerga nossos acertos? Quem é que vê nossos pontos fortes? É preciso prestar atenção neles para começarmos a percebê-los. E é importante saber reconhecê-los porque eles são a fonte de nossas vitórias. Ninguém é reconhecido por um trabalho apenas mediano. E, por mais que se esforce, você não será brilhante em alguma área para a qual não desenvolveu um talento em especial. Isso não significa liberdade para sair cometendo erros nas áreas em que você não é tão bom assim. Lembre-se que vivemos em uma sociedade competitiva e nossas ações sempre resultarão em consequências. Erros graves podem custar muito caro. Mas a felicidade não está em evitar cometer erros. Então, a saída é nos concentrarmos naquilo em que já somos bons. Tente se superar. Passar para um estágio superior. Incrementar sua qualificação. Se você já é bom, busque ser ótimo. E depois disso, procure ser excepcional.

10. Tenha um mentor – Mentor é uma pessoa que pode te ajudar a resolver problemas para os quais a sua experiência pode não ser suficiente. Normalmente é uma pessoa mais velha que você, a quem você admire. Mas procure escolher bem. O mentor deve ser alguém que queira o seu bem. Um desconhecido não vai te ajudar muito. Ele precisa ter uma comunicação clara e a serenidade suficiente para ser, ao mesmo tempo, sincero e relevante. Deve ser capaz de dar um feedback honesto e construtivo. O mentor não deve ser uma pessoa que vá lhe dizer sempre o que você quer. Pelo contrário, ele precisa ser capaz de lhe dizer o que você precisa ouvir.

 

PRA TERMINAR!

Não acredito que o decreto de Deus aos filhos de Adão e Eva, de ter que trabalhar para conseguir seu alimento, precise ser uma punição eterna.

É importante que você saiba que sua insatisfação no trabalho, mais do que lhe privar de sentir-se bem nas horas em que passa trabalhando, contribui negativamente para todos os outros aspectos de sua vida. E não acrescenta nada de positivo.

Então, caro leitor ou cara leitora, se você se sente infeliz no trabalho, comece imediatamente a mudar isso. Este artigo trouxe uma série de evidências e caminhos que você pode escolher adotar.

É claro que não sugerimos você pedir demissão amanhã por estar infeliz no trabalho. E, evidentemente, não se trata de buscar a felicidade porque está na moda ou porque se fala muito sobre isso. Não é um fim em si mesmo.

Nosso objetivo é trazer conscientização a partir do conhecimento oferecido pela ciência. E este conhecimento revela que é possível ser mais feliz, sim. Inclusive na vida profissional.

 

CUMPRINDO A PROMESSA

Como dissemos no início,  temos uma surpresa para você. A Rede Especialista,  nossa parceira no setor de treinamento e desenvolvimento de carreira, oferecerá um workshop gratuito para que você descubra um caminho para aproximar, ainda mais, carreira e felicidade.

Clique aqui e você será levado ao formulário da Rede Especialista. 

 

PARA CONSULTAR MAIS SOBRE OS ASSUNTOS TRATADOS NESTE ARTIGO:

Felicidade Autêntica – Usando a Psicologia Positiva para a Realização Permanente – Martin Seligman, Objetiva, 2009

A Descoberta do Fluxo – Mihaly Csikszentmihalyi, Rocco, 1999

Felicidade – Eduardo Giannetti, Companhia das Letras, 2002

The Paradox of Choice – Barry Schwartz, Ecco, EUA, 2004

Culture and Subjective Well-Being – Ed Diener e Eunkook M. Suh (editores), MIT Press, EUA, 2003

Trabalho e Identidade em Tempos Sombrios – Pedro Fernando Bendassoli, Idéias e Letras, 2007.

Cuidado, Trabalho! Perversões e Contradições da Vida na Selva Corporativa – Thomaz Wood, Saraiva, 2007.

LIMANN – Liga Médico-Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de Campina Grande – Luiz Phelippe

Harvard Business Review

Por Enes Vilela, coach e executivo de Recursos Humanos. Fundador do blog Carreira & Felicidade e da empresa Rede Especialista, lida há 20 anos com gestão de carreira e atuou na formação de mais de oito mil trabalhadores.

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