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Profissionais de RH na Revolução Industrial 4.0

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15/06/2019 - 5:33 | Publicado há 6 meses atrás

O Brasil precisa de profissionais de RH que cumpram bem suas funções corporativas, mas, sobretudo, tenham o olhar generoso para reconhecer e desenvolver talentos dentro e fora das organizações.

Não é difícil concordar com essa missão para o RH. Mas, e quando os talentos se apresentam ao mercado de trabalho sem as capacitações requeridas?

Na abertura da sua versão 2018, o relatório O Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, “aborda o conhecimento coletivo daqueles que estão em melhor posição para observar a dinâmica das forças de trabalho – executivos, especialmente Diretores de Recursos Humanos, pedindo a eles que reflitam sobre as mais recentes tendências de emprego, habilidades e investimento de capital humano em indústrias e geografias”.

Desde então, entidades globais como o Banco Mundial, a OIT e grandes consultorias de gestão vem publicando seus próprios estudos e relatórios sobre os impactos da chamada Revolução Industrial 4.0 na empregabilidade em todo o mundo globalizado.

Uma dessas consultorias, a PWC, publicou sua 22ª edição da pesquisa anual com CEOs de todo o mundo. Perguntados se a Inteligência Artificial reduzirá a quantidade de empregos no longo prazo, os CEOs se mostraram divididos. Suas respostas foram:

Apesar de um resultado global com projeções mais ou menos equilibradas, o resultado muda significativamente dependendo da região. Vê-se desde a Europa Ocidental que aposta majoritariamente na preservação dos empregos até países da Ásia-Pacífico que acreditam na sua redução. O relatório não apresenta os dados do Brasil, mas na América Latina, o número de CEOs que prevê a redução de empregos é maior do que os que enxergam a opção contrária, sem, contudo, representar grande maioria.

Qual seria a situação do Brasil? Curioso sobre o posicionamento dos profissionais de RH brasileiros, decidi empreender minha própria pesquisa. Com a ajuda inestimável de mais de 200 colegas de minha rede de relacionamentos no LinkedIn, conduzi o levantamento de uma amostragem cujo resultado transcrevo abaixo:

Conforme as boas práticas da estatística, não é correto comparar a minha amostra com os dados apresentados pelo survey da PWC. Mas há um dado que me chamou a atenção. Tanto lá como cá, não existe uma corrente hegemônica na leitura do cenário atual, no que diz respeito ao futuro do trabalho.

Outra informação relevante (talvez a mais relevante de todas) obtida na leitura de todos os estudos citados, inclusive o nosso, é que mesmo aqueles que não acreditam em uma redução de empregos apontam investimentos significativos na requalificação como condição absoluta para o aproveitamento da mão de obra atualmente empregada.

Todo esse conjunto de dados objetiva nos levar à reflexão proposta no título desse artigo: O papel do RH na Revolução Industrial 4.0. Aprofundando um pouco, acrescento duas perguntas dirigidas a nós, profissionais de RH:

1. O que estamos fazendo para conduzir nossas empresas a uma transição para a Revolução Industrial 4.0?

2. Como planejamos requalificar e/ou redirecionar os milhares (milhões?) de profissionais que terão suas atividades intensamente afetadas pelas mudanças já em curso?

Para encerrar, tomo emprestadas algumas afirmações do relatório 2018 – O Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, em tradução livre:

“Nossa análise conclui que o aumento da demanda por novos papéis compensará a demanda decrescente de outros. No entanto, esses ganhos líquidos não são uma conclusão inevitável. Elas implicam transições difíceis para milhões de trabalhadores e a necessidade de investimento proativo no desenvolvimento de uma nova onda de aprendizes ágeis e talentos qualificados globalmente”.

E ainda:

“Para evitar um cenário indesejado de perda – mudanças tecnológicas acompanhadas de escassez de talentos, desemprego em massa e desigualdade crescente – é fundamental que as empresas assumam um papel ativo no apoio às forças de trabalho existentes por meio de reciclagem e qualificação, que os indivíduos adotem uma abordagem proativa de aprendizagem ao longo da vida e que os governos criem um ambiente propício, rápida e criativamente, para ajudar nesses esforços”.

Uma boa forma de dar os primeiros passos em direção às providências urgentes que se nos apresentam é encontrar seu posicionamento individual em relação a mais esse desafio profissional.

Você discorda do texto? Tem alguma informação que gostaria de acrescentar? Comente conosco. Encaminhe para quem você acha que pode enriquecer o debate.

Grande abraço!

Por Enes Vilela, coach e executivo de Recursos Humanos. Fundador do blog Carreira & Felicidade e da empresa Rede Especialista, lida há 20 anos com gestão de carreira e atuou na formação de mais de oito mil trabalhadores.

Original publicado no Linkedin em 9 de abril de 2019

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